Não pretendo fazer guerras entre rios nem sequer saber qual o mais importante ou o mais bonito, se o Rio Douro se o Rio Tejo. Pretendo, com este post, tão somente, levar ao conhecimento dos meus leitores, a bela prosa que estes Rios inspiraram dois blogueiros (ou será bloguistas?) da nossa web, que de quando em vez visito, especialmente a querida Patti que tão belos textos nos oferece.
Para vos abrir o apetite, espero que os autores não me levem a mal, roubei os pequenos extractos abaixo e deixo os respectivos links pois tenho a certeza que irão ficar tão deliciados quanto eu ao lerem estes poemas em prosa de tão inspirados autores.
Foto Subindo o Rio Douro de José BarralO DOURO
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Porque um bom guia não se terá limitado a chamar repetidas vezes a atenção do viajante para a beleza do percurso entre a Régua e o Pinhão, ou dali a Barca d’Alva, onde a paisagem se torna mais agreste e majestática e o atravessar das barragens lhe confere uma pitada de nobreza e esplendor. Não se terá sentido satisfeito perante o êxtase rendido dos turistas, de câmaras apontadas para fixar o serpenteado irrequieto entre vinhedos, descendo em socalco até às margens. Um bom guia terá aproveitado para chamar a atenção do viajante para o local onde D. Antónia viu desaparecer, sugado pelas águas, o seu extremoso amigo Barão de Forrester.
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In Crónicas do Rochedo
Foto Rio Tejo e Tancos vistos do Castelo de Almourol da autoria de Paulo Juntas
O TEJO
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In Crónicas do Rochedo
O TEJO
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Revela-me que ama profundamente, do fundo das suas águas sombrias, o seu primo Zêzere, grande contador de estórias e aventuras viriáticas. Pândego rio aquele, que o acompanha em noites de insónia; dois velhos que se apoiam um no outro, naquelas horas que já dispensam ao sono. Por isso, vê-se e deseja-se por chegar a Constância, ansioso pelo reencontro. O abraço é indefinível e sentido na pintura de Malhoa.
Juntos partem para as muralhas medievais de Almourol, onde o cruel D. Ramiro foi alcaide. Depois de Aranjuez, é aqui onde o Tejo mais almeja repousar. Ignora a maldição do lugar e assiste nas noites de S. João, ao reaparecimento do abraço enamorado do mouro com D. Beatriz, no alto da torre do castelo. Trata-se de um romântico incurável, este rio.
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In Ares da Minha Graça
Parabéns a ambos e espero que os meus leitores fiquem tão clientes quanto eu pois estes queridos amigos irão presentear-nos com desafios semelhantes em crónicas quinzenais.
Juntos partem para as muralhas medievais de Almourol, onde o cruel D. Ramiro foi alcaide. Depois de Aranjuez, é aqui onde o Tejo mais almeja repousar. Ignora a maldição do lugar e assiste nas noites de S. João, ao reaparecimento do abraço enamorado do mouro com D. Beatriz, no alto da torre do castelo. Trata-se de um romântico incurável, este rio.
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In Ares da Minha Graça
Parabéns a ambos e espero que os meus leitores fiquem tão clientes quanto eu pois estes queridos amigos irão presentear-nos com desafios semelhantes em crónicas quinzenais.